segunda-feira, 3 de março de 2014
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
ROTEIRO DO ESPETÁCULO ACROBATAS NA CURVA DO TEMPO
Da
Montagem do Espetáculo
O espetáculo estará sendo construído e
ensaiado nos 4 sítios rupestres, precedido das visitas programadas para as
pesquisas das artes rupestres que estarão sendo agregadas ao espetáculo. A cada viagem e ensaio do espetáculo haverá
uma apresentação de resultados para a comunidade de entorno do Sítio rupestre.
A grande estréia será na cidade de São Raimundo Nonato.
Com o apoio do BNB Cultural, estaremos
circulando este espetáculo após o término do presente projeto.
Todo o processo estará sendo
registrado em vídeo, pois nossa instituição dispõe de um Laboratório de Imagem
e Som- LIS, que disponibilizará todos os equipamentos necessários.
Os jovens que integram a experiência a
cada expedição voltam com o desafio de montar o mesmo espetáculo com seus
educandos em seus respectivos projetos, agregando a cada expedição os
resultados obtidos, de forma que o processo de ensaio não pare em função das
distâncias entre os projetos envolvidos, e essas trupes de aprendizes apresentarão
também os resultados para suas comunidades em forma de aulas-espetáculos.
Roteiro do Espetáculo
ACROBATAS
NA CURVA DO TEMPO – A GIRA DOS TEMPOS
O espetáculo é uma celebração do que é
belo e bom. O amor, a amizade, o riso
solto, a festa e o encontro. O tempo não é uma linha que corre e vai deixando
para trás tudo o que passou e já está lá na frente fazendo o futuro e
esquecendo o presente. O tempo é curvo.
O tempo volta e se refaz outra fez, a cada vez, mais uma vez.
O tempo é roda, é gira, é espiral
solta no ar. O que foi ainda é e sempre será.
Acrobatas são todos os que desafiam a
lei da gravidade, que ficam de ponta cabeça e fazem um mundo ao contrário.
Equilíbrio, força, flexibilidade e muita coragem é dessa matéria que são feitos
os Acrobatas.
Nas pinturas milenares da Serra da
Capivara encontramos nossos irmãos irmãs e com eles saltamos juntos prá dentro
da vida. Vida Severina dizia o poeta, vida dura, vida de misérias e de pouco
para ser divididos com tantos.... Mas é no salto que a Vida se faz mais vida, é
na roda que ela se impõe ao medo e vence a morte.
Este espetáculo é dedicado a todos os
que amam a vida e são capazes de dedicar toda a vida e defender que a Terra
seja de todos. É especialmente dedicado aos que por séculos protegeram as
pinturas de nossos antepassados e aos que ainda hoje lutam tanto para garantir
que a voz escrita nas pedras chegue as novas gerações.
Roteiro
do Espetáculo Acrobatas na Curva do Tempo
Roteiro baseado no resultado da Expedição
Acrobatas da Serra da Capivara realizada pelo Instituto de Ecocidadania Juriti.
Alice Viveiros de Castro
Cena
1
(Som) – som de floresta, pássaros,
pios, rio que corre manso, vento na folhagem, sons difusos que pouco a pouco
incorporam alguns ritmos, batuques esparsos, sons na moringa e ao longe e
discretamente um pedaço da melodia do canto dos krahôs.
(Fusão) o som vai se misturando, a
percussão se intensifica e vai se transformando num moderno batidão. Hip hop,
funk, qualquer coisa semelhante.
Cena
2
A Galera – a Galera chega para o
baile. Estão felizes, brincam e logo começam a se exibir. Fazem juntos
coreografias típicas, um faz o moon-walk, o outro ensaia umas acrobacias de hip
hop, giros no chão, saltos, muita presepada. Todos se exibindo felizes.
No meio deles está Macaúba. O palhaço.
Palhaço sem nariz, palhaço sem pintura. Todo sem jeito e muito feliz. Feliz
demais. Riso solto, riso bobo. Que provoca o riso dos outros. E o tolo ri mais
ainda.... ensaia uns passos malucos, erra a coreografia, se torce todo para
tentar imitar os outros. Risos gerais e
um grita, só para chatear: “Dança Macaúba!” ao que o palhaço imediatamente
retruca, cheio de brios: “Eu sou eu,
Macaúba é o Coco!”
Esse bordão acompanha o palhaço por onde ele for.
O grupo vai se desfazendo saindo de
cena aos poucos. A luz é muito importante para fazer essas transições....
Cena
3
O Grupo – o grupo é formado por índios
de diferentes matizes. A caracterização é sutil. São detalhes na cabeça, no pulso, nas pernas. Pinturas no corpo, mas sem
exageros ainda. A música faz a transição e o grupo vai chegando, brincando
e saltando. É preciso marcar que os saltos são bem livres, sem ponta de pé, sem
abusar da linha.
E lá no meio do grupo, vestido de
índio,mas, bastante ridículo vemos ele, o palhaço,
aquele mesmo que era chamado de Macaúba.... E os amigos do grupo riem de seus
pulos sem jeito, de sua cara de paspalho e logo alguém grita: “Pula, Embaúba!”. E o palhaço, cheio de brios retruca:
“Eu sou eu, Embaúba é a árvore!
Cena
4
A mistura –
Com a ajuda dos telões para projeção, ou melhor, ainda com os tecidos que fazem parte do cenário começamos a projetar cenas da pré-história e de hoje....
Os grupos se misturam. A Galera fica na linha da frente do palco e o Grupo vai
tomando a parte de trás. A luz separa os grupos e transforma o Grupo em algo
etéreo, corpos em outra dimensão. A essa altura o grupo já está coberto de barro, o que aumenta a sensação de que
eles são quase uma miragem.
Nesse momento podemos ter números
diferentes. É importante ressaltar que para o desenvolvimento da história a
ordem dos números não é tão relevante assim.
Podemos fazer um jogo de diabolôs,
ou cenas de contorção que acontecem
nos dois planos. Ou ainda utilizar outras habilidades do grupo. Equilíbrio de objetos; Dança na corda,duas cordas uma em cada zona e montar
um número que se complemente e se espelhe..... muitas possibilidades. O que
importa é que nesse momento a Galera e o Grupo estão em cena fazendo atividades
semelhantes e complementares, mas ainda não estão juntos.
A única pessoa que consegue estar nos
dois grupos ao mesmo tempo é o Palhaço.
É o Carnaúba/Embaúba. Seus amigos não se dão conta de que ele passeia de um
tempo para o outro.
Cena
5
Os meninos.
Carnaúba/Embaúba tem um amiguinho em cada um dos tempos. E ao passear entre os tempos acaba
levando-os de lá para cá. Os dois se estranham, mas só um pouquinho.... Como
meninos de todos os tempos logo ficam amigos inseparáveis.
Cena
6
Caio e Luz
Quando os grupos começam a sair de
cena deixando Macaúba e os meninos
para trás brincando subir um por sobre o outro, a luz vai se transformando e a
música também. Em cena ficam Caio e Luz. É o amor atravessando o tempo. Pas de deux, mão a mão, tecido e corda.
Os dois dançam ao som de Lua Morena.
Macaúba e os meninos trazem os potes
de tinta e o casal se pinta.
Cena
7
Eu sou eu, Embaúba é a árvore. – o
Grupo volta e tenta separar Caio e Luz. Cantam os cânticos sagrados e dançam as
danças sagradas. Mas os dois não se separam com o providencial apoio do palhaço e de seus jovens ajudantes.
(entrar
o fogo)
Cena
8
Eu sou eu, Macaúba é o coco – a Galera
chega para levar Caio de volta. E a luta começa. Mais fogo.
Cena
9
Tudo junto e misturado
A luta vai se transformando em
competição de habilidades. Malabares,
saltos. Todos se pintam e trocam
objetos: bonés por cocar, pulseira
por pulseira.....mp3 por chocalho....
E aí começam a se somar. Colunas, pirâmides e charivaris
de saltos.
O espetáculo termina numa grande ode à acrobacia de todos os tempos.
Das
Expedições Acrobatas na Curva do Tempo
Os quatro lugares que
serão palco das expedições são marcados pela diversidade da fauna, das riquezas naturais e dos sítios arqueológicos que
como um caldeirão de porções mágicas vão realimentar todos os momentos a serem
vivenciados nesta jornada de pesquisa, conhecimento e alegria...Não podemos
perder de vista a alegria que o circo inspira e que vai estar presente a todo o
momento nas longas caminhadas em busca dos movimentos circenses nas artes
rupestres.
EXPEDIÇÃO ACROBATAS NA CURVA DO TEMPO PRÓXIMO PASSO
Em
maio de 2011 o Instituto de Ecocidadania Juriti realizou a Expedição Acrobatas da Serra da Capivara
patrocinada pelo Programa BNB de Cultura, uma ação em Rede com a participação de 4 instituições que compõem
a Rede Circo do Mundo Brasil, organização que reúne 25 circos sociais
espalhados por todo o território brasileiro que tem em comum a pedagogia do
circo social e tem como formador o Cirque du Soleil. Tivemos a oportunidade de
conhecer as inscrições contempladas na pesquisa de Alice Viveiros de Castro
sobre as inscrições rupestres que se assemelham a movimentos acrobáticos, mapeando
o caminho da Expedição Acrobatas da Serra da Capivara e descobrindo novas
imagens rupestres que se assemelham as imagens de artes do circo, realizando
uma releitura corporal das inscrições dos Acrobatas da Serra da Capivara, com o
acompanhamento de cientistas do Museu do Homem Americano, do Parque Nacional da
Serra da Capivara e de integrantes da ONG PROART. Montamos um espetáculo
acrobático a partir das inscrições revisitadas dirigido por Alice Viveiros.
Esse primeiro esboço do espetáculo foi apresentado no anfiteatro da Pedra
Furada para a comunidade do entorno do Parque Nacional da Serra da Capivara.
Sistematizamos
a experiência acompanhada de um encarte
com documentário em vídeo, coletânea em cd da trilha sonora original do
espetáculo, diário da Expedição e um quebra cabeça tendo como tema as inscrições
dos acrobatas da Serra da Capivara que se assemelham as imagens da arte do
circo. Este material está sendo produzido e será distribuído juntamente com o
kit pedagógico produto desta segunda fase do projeto.
Com
esta experiência pretendemos “democratizar e ampliar o conhecimento científico
no campo do patrimônio arqueológico, de forma a promover a preservação deste e
garantir a apropriação e o compartilhamento de responsabilidades por populações
locais através da montagem cênica” Acrobatas na Curva do Tempo sobre os
desenhos rupestres de 4 Sítios Rupestres do Nordeste :Parque Nacional da Serra
da Capivara; Sítio rupestre de Afogados
da Ingazeira (próximo 5 km
do povoado de Queimada Grande);Sítio rupestres de Delmiro Gouveia, em Alagoas e
Sítio rupestre de Quixaramubim (Pedra
do Letreiro,Canhotinho e São José)
decodificando o conhecimento científico em linguagem popular demonstrando sua importância para humanidade.
Após
a realização da Expedição Acrobatas da Serra da Capivara, que conseguiu
mobilizar e sensibilizar tanto a comunidade científica do Parque Nacional da
Serra da Capivara quanto os moradores do entorno, os jovens que participaram da
experiência manifestaram seus desejos de dar continuidade a este processo. Eles
sentiram a necessidade de ensaiar e se apresentar em outros locais com características
semelhantes a da Serra da Capivara e ampliar a pesquisa sobre as artes
rupestres que se assemelham aos movimentos acrobáticos circenses.
O
circo social tem o papel de aproximar o saber formal do saber informal de forma
lúdica, leve e prazerosa difundindo a importância das artes rupestres e sua
preservação, principalmente para as populações do entorno. Aproximando
crianças, adolescentes, adultos jovens, adultos e idosos desta temática que
ainda tem muito chão para ser difundida.
Com
a montagem e apresentações deste espetáculo estaremos trazendo para a arte
contemporânea as manifestações artísticas da pré-história com destaque para dar
visibilidade as artes rupestres que se localizam em Carnaúba do Dantas (RN) , Delmiro Gouveia(AL), Quixaramubim (CE) e São Raimundo Nonato(PI), pois os
resultados das pesquisas de imagens rupestres estarão sendo projetadas durante
as cenas do espetáculo.
Com
uma linguagem moderna, estaremos chegando até as pessoas mostrando a relevância
cultural, educacional e social das artes rupestres.
Todos
os jovens integrantes do espetáculo vivem em situação de risco social e estão
construindo suas cidadanias através da arte do circo: neste projeto eles terão
oportunidade de formação circense de excelência e de informação sobre as artes
rupestres a partir de o seu próprio olhar, pois participando das expedições
eles estarão sendo sensibilizados para a pesquisa, sistematização e inclusão
das suas descobertas no próprio processo de montagem do espetáculo Acrobatas na
Curva do Tempo.
O
inédito da experiência é essa junção das artes circenses com a disseminação de
conhecimentos sobre artes rupestres. O circo chama atenção das pessoas, o circo
social tem o papel de educar de forma informal as pessoas, atraindo todas as
idades para o desafio, para o mundo pelo avesso e nesta dinâmica se introduz
informações visuais e textuais sobre as artes rupestres.
20 jovens integrantes de projetos de
circo social estarão participando do espetáculo e dando continuidade a pesquisa
das imagens rupestres que se assemelham com movimentos circenses acompanhados
por uma equipe multidisciplinar composta de uma experiente diretora de arte, de
um educador físico com especialidade em técnicas circenses, de um pesquisador
de sons, de uma produtora geral e de uma produtora executiva e de cientistas
que trabalham nos referidos sítios, que estarão sendo contactados para uma
relação dialógica com o grupo por ocasião da realização das 04 expedições.
Realizaremos 04 expedições com 04
ensaios programados do espetáculo Acrobatas
na Curva do Tempo e ao longo da experiência vamos produzir 4 documentários
visualizando os sítios rupestres pesquisados e dialogando com os moradores dos
seus entornos. Esse material vai compor um Kit pedagógico que será distribuído
para todas as escolas das cidades do entorno dos referidos sítios.
Ao longo das expedições os jovens do
projeto participarão de 4 oficinas:uma de confecção de figurino, com a Mestra
Fanca(ação Griô Nacional), do Juazeiro do Norte na primeira expedição, uma oficina
de sonorização e iluminação na segunda expedição; uma oficina de maquiagem
utilizando material colhido no próprio ambiente natural na terceira expedição e
uma oficina de teatro na quarta expedição.
Dispomos de todo material cênico
circense, como também som e luz, que representa uma das contra partidas do
projeto, além da participação de uma especialista em educação popular que vai
facilitar as práticas lúdicas o resgate dos diferentes pertencimentos do ser e
suas sensações por intermédio dos cinco sentidos, além de perceber a si, ao
outro e o entorno e de uma doutoranda em Arte Educação que
realiza uma interpretação a partir do aspecto formal entre a arte rupestre
observada nas visitações e os diferentes padrões decorativos que correspondem a
representação gráfica da força vital, entendida como a circularidade da
vida, onde tudo é sagrado e está em
interação que
participaram da Expedição Acrobatas da Serra da Capivara.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Expedição Acrobatas da Serra da Capivara: as artes circenses nas inscrições rupestres
Expedição Acrobatas da Serra da Capivara
Hoje tem espetáculo? Tem sim senhor
E o palhaço o que é?
São meninos e meninas, acrobatas de solo, que adentraram pela Serra da Capivara/PI em busca de identificar imagens circenses nas descobertas rupestres da arqueóloga Niède Guidon, que recebeu os 35 integrantes da Expedição, com uma belíssima palestra, mostrando que é possível sonhar e realizar no Nordeste brasileiro e que de forma muita lúcida aponta como caminho para a transformação social a educação de qualidade.
A expedição aconteceu no período de 7 a 14 de junho e o Albergue Serra da Capivara, no Sítio Barreirinho localizado a 5 Km da cidade de Cel. José Dias coordenado pela socióloga Cristina Diôgo do Instituto de Ecocidadania Juriti, tendo como facilitadoras das atividades a pedagoga e mestranda em educação Inambê Sales e a Atriz, escritora e pesquisadora carioca Alice Viveiros de Castro, que generosamente colocou a disposição do grupo sua pesquisa sobre as inscrições rupestres que sinalizam imagens circenses nas inscrições rupestres encontradas naquela região na Pedra Furada e na Toca do Pajeú, sinalizando que a origem do circo remota a pelo menos 50 mil anos atrás.
Emoção, aventura, curiosidade, espírito coletivo marcaram os passos dessa caminhada que resultou num belíssimo espetáculo montado no anfiteatro da Pedra furada no coração do Parque Nacional da Serra da Capivara.
Treinos intensivos, dinâmicas de grupo, exibições de filmes, pesquisa musical, pesquisa de pintura corporal com argila possibilitou a montagem de um espetáculo circense, revelando talentos e provocando desafios em 20 jovens de quatro projetos sociais do Nordeste que fazem parte da Rede Circo do Mundo Brasil: Armazém do Circo ( Maceió/AL), Pé de Moleque (Terezina/PI), Canoa Criança (Canoa Quebrada/CE) e o Instituto de Ecocidadania Juriti( Juazeiro do Norte/CE).
Publicaremos aqui no bloguinho os diários dos participantes da expedição que será transformado numa publicação, juntamente com um documentário em vídeo, que está sendo editado no Laboratório de Imagem e Som do Pontão de Cultura Terreiro de Mestres e Griôs do Cariri.
| Cristina Diôgo, Niède Guidon e Alice Viveiros |
Hoje tem espetáculo? Tem sim senhor
E o palhaço o que é?
São meninos e meninas, acrobatas de solo, que adentraram pela Serra da Capivara/PI em busca de identificar imagens circenses nas descobertas rupestres da arqueóloga Niède Guidon, que recebeu os 35 integrantes da Expedição, com uma belíssima palestra, mostrando que é possível sonhar e realizar no Nordeste brasileiro e que de forma muita lúcida aponta como caminho para a transformação social a educação de qualidade.
A expedição aconteceu no período de 7 a 14 de junho e o Albergue Serra da Capivara, no Sítio Barreirinho localizado a 5 Km da cidade de Cel. José Dias coordenado pela socióloga Cristina Diôgo do Instituto de Ecocidadania Juriti, tendo como facilitadoras das atividades a pedagoga e mestranda em educação Inambê Sales e a Atriz, escritora e pesquisadora carioca Alice Viveiros de Castro, que generosamente colocou a disposição do grupo sua pesquisa sobre as inscrições rupestres que sinalizam imagens circenses nas inscrições rupestres encontradas naquela região na Pedra Furada e na Toca do Pajeú, sinalizando que a origem do circo remota a pelo menos 50 mil anos atrás.
Emoção, aventura, curiosidade, espírito coletivo marcaram os passos dessa caminhada que resultou num belíssimo espetáculo montado no anfiteatro da Pedra furada no coração do Parque Nacional da Serra da Capivara.
Treinos intensivos, dinâmicas de grupo, exibições de filmes, pesquisa musical, pesquisa de pintura corporal com argila possibilitou a montagem de um espetáculo circense, revelando talentos e provocando desafios em 20 jovens de quatro projetos sociais do Nordeste que fazem parte da Rede Circo do Mundo Brasil: Armazém do Circo ( Maceió/AL), Pé de Moleque (Terezina/PI), Canoa Criança (Canoa Quebrada/CE) e o Instituto de Ecocidadania Juriti( Juazeiro do Norte/CE).
Publicaremos aqui no bloguinho os diários dos participantes da expedição que será transformado numa publicação, juntamente com um documentário em vídeo, que está sendo editado no Laboratório de Imagem e Som do Pontão de Cultura Terreiro de Mestres e Griôs do Cariri.
| Francisco Viana, encarregado da produção do evento ao lado da socióloga Cristina Diôgo |
sexta-feira, 29 de abril de 2011
PROGRAMAÇÃO DA EXPEDIÇÃO ACROBATAS DA SERRA DA CAPIVARA
“ Todas Trilhas Caminham para a gente se achar....”
Programação Expedição Acrobatas da Serra da Capivara
“A alegria não chega apenas no encontro do achado
mas faz parte do processo da busca
Ensinar e aprender
não pode dar-se fora da procura
fora da boniteza
e da alegria
gente miúda
mas gente em processo de busca
gente formando-se
crescendo...
é com gente que lido...
não com coisa
se porque lido com gente
não devo negar a quem sonha
o direito de sonhar.”Paulo Freire
TRILHANDO A GENTETUDE CIRCENSE
Dia 07/05/2011
Manhã e tarde – Acolhimento: chegada dos integrantes da Expedição – credenciamento e distribuição de material.
Noite – Abertura
Roda de diálogo entre todos os participantes e representantes do Museu e do Proart
Apresentação de números circenses
Dia 08/05/2011 –
Manhã –
8:00 - Momento Bússola
10:00 – Roda de Diálogo com Alice Viveiros – A pesquisa
Tarde
14:00 – Vivênia de Acrobacia de solo
Noite
20:00 – Exibição de Filme
Laboratório de Criação da Trilha Sonora
História da expedição em retalhos
(Oficina de bordados com Mestra Fanca)
Dia 09/05/2011
Manhã
8:00 - Momento Origem – Caminhos Dialogados
Trilha 1
Tarde
14:00 – Vivência de Acrobacia de solo
16:00 – Roda de Diálogo com Alice Viveiros – preparação do Espetáculo
Noite - Exibição de Filme
Laboratório de Criação da Trilha Sonora
História da expedição em retalhos
(Oficina de bordados com Mestra Fanca)
Dia 10/05/2011
Manhã
8:00 - Momento Expedições interiores
Trilha 2
Tarde
14:00 – Vivência de Acrobacia de solo
16:00 – Roda de Diálogo com Alice Viveiros – preparação do Espetáculo
Noite – Exibição de Filme
Laboratório de Criação da Trilha Sonora
História da expedição em retalhos
(Oficina de bordados com Mestra Fanca)
Dia 11/05/2011
Manhã
8:00 – Momento Abrindo Caminhos – A montagem do Espetáculo
Tarde
14:00 – Vivência de Acrobacia de solo
16:00 – Roda de Diálogo com Alice Viveiros – Montando o espetáculo
Noite – Oficina de pintura das malhas
Laboratório de Criação da Trilha Sonora/ensaio
História da expedição em retalhos
(Oficina de bordados com Mestra Fanca)
Dia 12/05/2011
Manhã
8:00 – Momento Continuando Abrindo Caminho – Ensaio do Espétáculo
Tarde
14:00 – Ensaio do Espetáculo
16:00 – Roda de Diálogo com Alice Viveiros – avaliando o espetáculo
Noite
Exibição de Filme
Laboratório de Criação da Trilha Sonora
História da expedição em retalhos
(Oficina de bordados com Mestra Fanca)
Dia 13/05/2011
Manhã
8:00 – Momento de Celebração
10:00 – Ensaio do Espetáculo
Tarde
14:00 – Ensaio do Espetáculo
16:00 – Roda de Diálogo com Alice Viveiros – avaliando o espetáculo
Noite – Apresentação de Espetáculo para a comunidade do entorno do Parque
Dia 14/05/2011 –
Manhã
8:00 horas – Momento de reflexão – roda de diálogo avaliativa da Expedição e agenda de ensaios programados entre os projetos participantes. Elaboração de Mensagem a RCMBR propondo a inclusão do espetáculo nos ensaios gerais do Soleil em todo Brasil.
Almoço festivo – encerramento
Tarde
14:00 – Regresso aos locais de origem
Observação: Todos os/as acrobatas que irão participar do espetáculo deverão levar uma malha de cor bege, adequada para apresentação final. Estaremos levando uma plaqueta vazada para realizarmos uma seção de estamparia das mesmas.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Capa do Diário de Viagem da Expedição Acrobatas da Serra da Capivara
Durante a Expedição vamos anotar tudo que acontecer, para isto construimos com muito carinho e desejo de palavras escritas este Diário de Viagem.
Aguardem próxima publicação: Programação da Expedição Acrobatas da Serra da Capivara.
Aguardem próxima publicação: Programação da Expedição Acrobatas da Serra da Capivara.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Vamos escolher a camiseta
Atenção, muita atenção participantes da Expedição Acrobatas da Serra da Capivara, estamos publicando 7 propostas de camiseta, para ser selecionada uma. Deixe seu voto na enquete.
Lembramos que a partir de hoje devem acontecer as rodas de diálogo sobre as pesquisa de Alice Viveiros em cada projeto, envolvendo 15 educandos/as.
Lembramos que a partir de hoje devem acontecer as rodas de diálogo sobre as pesquisa de Alice Viveiros em cada projeto, envolvendo 15 educandos/as.
| camisa 1 |
| Camisa 2 |
| Camisa 3 |
| camisa 4 |
| Camisa 5 |
| camisa 6 |
| Camisa 7 |
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